Conferência Anual da ASFAC 2019

04 Dezembro 2019

Conferência Anual da ASFAC 2019

 

A apresentação de resultados do Inquérito de Satisfação dos Consumidores Portugueses sobre o Crédito ao Consumo marcou a Conferência Anual da ASFAC. Os dados apurados pelo estudo realizado pela empresa de estudos de mercado Nielsen a pedido da ASFAC, mostram que 92% dos clientes das instituições de crédito especializado estão satisfeitos, ou muito satisfeitos, com a empresa de crédito ao consumo escolhida.

Já na abertura da sessão, António Menezes Rodrigues, presidente da ASFAC, tinha destacado a importância das instituições com atividade especializada na concessão de crédito aos consumidores, sendo nos últimos anos responsáveis pela concessão do crédito ao consumo, o qual de acordo com estudo da NovaSBE contribui para o crescimento da economia.

O Orçamento de Estado para 2020 foi também questão premente na sessão. Paulo Núncio, advogado, ex-Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, procurou apresentar as perspetivas fiscais para este novo Orçamento de Estado, desde os incentivos fiscais às empresas, aos impostos e até à tributação das famílias, concluindo que o OE para 2020 significará um aumento da despesa pública e da receita fiscal.

Por seu lado, Ricardo Arroja, economista e comentador, fez a análise da economia portuguesa para 2020 afirmando que “é no domínio do investimento que está a chave do desenvolvimento da economia portuguesa” e que “para existir investimento é preciso existir perspetivas de rentabilidade e financiamento adequado”. Reforçou ainda que é fundamental que haja uma revisão dos modelos de risco de crédito para que sejam adequados às necessidades das empresas.

E tendo como tema central da conferência o “Futuro do crédito especializado num quadro regulamentar e de inovação”, Lúcia Leitão, Diretora Departamento de Supervisão Comportamental do Banco de Portugal, abordou a questão da transparência da informação nos canais digitais apontando algumas recomendações que devem ser adotadas para a comercialização de crédito através de canais digitais, para que seja feita uma comunicação completa e eficaz para os consumidores.

Na reta final da sessão, Jaime Quesado, economista, abordou os novos desafios da inovação digital, referindo tendências recentes na área do digital que têm afetado a nossa sociedade e a economia, destacando que o domínio das ferramentas digitais é fundamental para a sobrevivência das empresas. Ressalvou ainda que o futuro da economia do país passa por aposta em plataformas digitais que possam dar resposta ao interesse e necessidade de novos mercados.