História

Após a criação das Sociedades Financeiras para Aquisições a Crédito, em 1989, foi constituída uma comissão instaladora que inicou os trabalhos para a criação da futura associação das SFAC. Em 1991 nasceu a ASFAC com a designação de Associação de Sociedades Financeiras para Aquisições a Crédito.

Constituída inicialmente por 17 associados e 6 aderentes, a ASFAC teve como primeiro presidente José António da Silva Pais que conduziu os destinos da Associação até 1992, seguindo-se António Menezes Rodrigues, que tomou posse nesse mesmo ano e tem sido reconduzido no cargo até à atualidade.

Em 1991 foi aprovado o regime da atividade de crédito ao consumo transpondo a primeira diretiva comunitária nesta área.

Em 1992 a ASFAC aderiu à Eurofinas - European Federation of Finance Houses, que representa o setor europeu do financiamento do consumo.
 
Também nesse ano foi aprovado o Regime Geral das Insituições de Crédito e Sociedades Financeiras, sendo as SFAC formalmente reconhecidas e reguladas como instituições de crédito, continuando a ser reguladas e supervisonadas pelo Banco de Portugal.
 
Em 2002, após vários anos de propostas da ASFAC nesse sentido, foram criadas as IFIC - Instituições Financeiras de Crédito, que podem oferecer todo o tipo de soluções de financiamento especializado - crédito, locação financeira, cartões de crédito, etc, e de modo a acompanhar a transformação de muitas das suas associadas SFAC em IFIC, a ASFAC passou a designar-se Associação de Instituições de Crédito Especializado, espelhando melhor o âmbito de representatividade das suas associadas.

Em 2009, foi aprovado um novo regime da atividade de concessão de crédito ao consumo na sequência da revisão da Diretiva europeia respetiva, com o objetivo de criar um mercado único desta atividade com o nível adequado de proteção dos consumidores.
 
Em 2013 as taxas de juro aplicáveis aos contratos de crédito passaram a ser limitadas, com a aprovação do regime das taxas máximas.
 
Ao longo do seu percurso, a ASFAC tem assistido a uma evolução do mercado do financiamento especializado no nosso país. Primeiro, e como consequência do enquadramento legal, viu surgir a atividade do crédito ao consumo em Portugal, que veio democratizar o acesso aos bens e serviços. Nessa altura, o crescimento da atividade era uma realidade a cada ano.

No início de 2000, o mercado atingiu a fase de maturidade, não havendo grandes crescimentos. Em 2008, e fruto da crise financeira internacional, o mercado do financiamento especializado sofreu quebras, verificando-se decréscimos significativos nos montantes financiados. Em 2014 começa a verificar-se uma recuperação, a par da confiança dos portugueses na economia, e os montantes financiados voltam a crescer, embora em escalas muito menores.