Apenas podem conceder crédito as instituições autorizadas pelo Banco de Portugal para o efeito, ou por outra entidade de supervisão bancária da União Europeia, que exerçam a sua actividade em Portugal. 

Quando se recorre ao crédito não se pode ter em conta apenas a taxa de juro. É muito importante analisar a TAEG – Taxa Anual e de Encargos Efectiva Global - que se refere aos custos totais do crédito. Existem outros encargos que é preciso analisar, como é exemplo a comissão de abertura do processo.

Antes de assinar o contrato de crédito deve lê-lo até ao fim e pedir esclarecimentos sobre as cláusulas que não percebe.

A avaliação do risco é um dos elementos centrais na concessão de crédito, na medida em que disso depende o sucesso da operação, quer para a empresa que concede, quer para o contraente. 
Da avaliação típica de risco fazem parte os elementos do cliente, nomeadamente os dados sociobiográficos, rendimentos declarados, histórico, informação do Banco de Portugal, etc.

A Taxa ou Grau de esforço é um indicador dado pelo rácio entre o serviço de dívida - juros e amortização do(s) empréstimo(s) – e o rendimento disponível num determinado período.

Em termos sucintos a Taxa de Esforço é a parte do rendimento de um agregado familiar ou de um particular que é utilizada para o pagamento dos seus empréstimos.

O Rácio de Endividamento é um indicador económico que mede a importância do endividamento na economia, definido como o rácio entre o montante do total do crédito ainda por liquidar e o rendimento disponível dos particulares, num ano.

Assim, o cálculo do Rácio de Endividamento é apenas um indicador macroeconómico que ilustra a situação hipotética de todo o valor em dívida ter de ser pago pelos particulares em apenas um ano.

Um bom exemplo para perceber este rácio é imaginarmos o caso de uma família que tem de pagar o valor total de um empréstimo de uma casa em apenas num ano. O valor a pagar por esta família é muito superior ao valor dos seus ganhos anuais. Na realidade, isto não acontece porque o empréstimo é amortizado em muitos anos e não num único ano.

Rácios de Endividamento elevados não devem ser identificados com sobreendividamento e inevitabilidade de incumprimento, nem significam endividamento excessivo. Só o Grau de Esforço significa um indicador da impossibilidade de cumprimento.

Em Portugal o mercado de arrendamento imobiliário está pouco desenvolvido, o que leva a que grande parte dos portugueses compre casa. Esta compra é feita geralmente com recurso ao crédito, o que se traduz num endividamento das famílias. No entanto, este tipo de endividamento, desde que racionado, não se pode considerar negativo, na medida em que representa um enriquecimento patrimonial dos portugueses.

As prestações do crédito contratado podem ser reduzidas de duas formas: a renegociação dos contratos de crédito com a instituição financeira ou a contratação de um crédito consolidado.

Ver área de Educação Financeira, separador Recurso ao Crédito.

Deve contactar imediatamente a instituição financeira onde detém o crédito e explicar a situação em que se encontra, de forma a chegarem a um acordo que lhe permita honrar os seus compromissos. Nestes casos, nunca se deve pedir um crédito para pagar outro.
O recurso ao crédito permite o usufruto de um bem ou serviço sem ter de pagar na altura da compra a totalidade do bem. O consumidor pode usufruir da compra à medida que efectua o pagamento das prestações. O facto de não ter de juntar primeiro a totalidade do valor da compra, leva a que mais pessoas tenham acesso aos bens, daí se dizer que o recurso ao crédito permite a democratização do acesso aos bens.
Este conceito aplica-se nos cartões de crédito e basicamente é o período de tempo que a instituição financeira dá para que o cliente faça o pagamento do crédito sem ter de pagar juros. Este período de pagamento varia entre 20 e 50 dias, consoante a instituição financeira em causa. Informe-se qual é o período de crédito grátis que lhe é concedido.